Mykonos

Sabe quando você vai a um lugar esperando que ele vai ser muito bom, inesquecível, lindo, incrível, etc… E ele supera suas expectativas? Então, foi Mykonos.

Ao chegar no porto, passamos por aqueles momentos de tensão, não sabíamos se nosso transfer estaria ali ou não, mas logo no meio da multidão encontrei uma plaquinha com o nome do hotel, e depois outra com o Stawinski. Na ida até o hotel parecíamos duas crianças tirando fotos e olhando as janelas. No início o que impressionou foi a cor do mar, depois a maneira que eles constroem as casas, todas brancas com janelas azuis e todas com laje no lugar do telhado. Acho que é muito raro chover por lá.

Chegamos ao hotel Kamari, perto no mar, e de duas praias, Platis Gialos e Psarou… Primeiro fomos almoçar, e comemos mais um prato típico o Gyros, muito bom. Depois fomos para baixo do guarda sol, lá quando você consome algo no restaurante, geralmente tem direito a um guarda-sol e espreguiçadeiras para o dia todo. Dormimos um tempinho por lá, estava tudo muito bom. Depois fomos tomar um banho nas aguas cristalinas daquele mar, é inacreditável como a agua é limpa, dá para ver muito longe em baixo da agua. A areia da praia é basicamente formada de pedras pequenas, chega a doer o pé para andar e por isso não se vê ninguém correndo na areia.  Depois fomos até a praia ao lado, Psarou, e lá experimentamos a máscara e o snorkel, incrível, olhando por cima da agua já dá para ver os peixes, mas em baixo da agua é muito bonito, havia inclusive corais e algas marinhas que deixaram o visual impressionante. Depois fomos a Paranga beach, conhecida como praia de nudismo, mas fomos para ver o pôr-do-sol :).

No segundo dia, tínhamos o dia todo para aproveitar a ilha, fomos direto para a praia de Elia, lá vimos muita coisa diferente, algumas mulheres fazendo topless, sabíamos que lá também era famosa pelo nudismo, e percebemos ao caminhar pela praia onde os nudistas estavam, alguns ficam em qualquer lugar… Na verdade, lá o nudismo é permitido em todo lugar. Acho que dá mais vergonha estar com roupa do que pelado em uma praia de nudismo, pelo menos nos sentimos diferentes lá haha… Fomos até as pedras, porque geralmente nas pedras é mais bonito fazer snorkling, lá haviam várias prainhas, quase todas ocupadas por nudistas, mas encontramos uma vazia e ficamos lá um tempo. Foi um dos melhores pontos de mergulho que achamos. Volta e meia passava alguém pelado nadando, mas naquela altura já estava ficando normal. Fomos andando até a praia seguinte, Super Paradise, segundo nosso guia era muito longe ir, mas olhando o mapa achamos que dava para ir, e deu. Não é fácil, mas não é difícil também, o que complica um pouco é o calor. Chegando na Super Paradise, aproveitamos um pouco, entramos na agua andamos para ver os bares, o que torna a praia famosa é o agito das baladas por lá. Mas a praia em si, não achei mais bonito que as outras, é bonita, mas tanto quanto as outras. Ali vimos algumas pessoas praticando o nudismo também, o estranho era que no meio de um monte com gente de roupa as vezes você via algum pelado, e geralmente eram homens mais velhos. Depois andamos mais um pouco até a praia de Paradise, que pelo mapa era tranquilo ir, mas não tinham ruas para ir até lá, resolvemos arriscar um caminho, e chegamos a um ponto que para passar tivemos que passar por umas casas, e pular uma cerquinha haha. Mas foi tranquilo também, chegando na Paradise, achamos ela mais bonita que a Super Paradise, e até brincamos que os nomes estavam trocados. Lá ficamos bastante tempo, era bem legal mergulhar lá, bem bonito. Aconteceu algo bem curioso, a Chris foi mergulhar e voltou com uns óculos Ray Ban na mão, ela encontrou enquanto olhava os peixes, que sortuda né? Então depois de um tempo, vimos um casal entrando na agua, e notamos que eles estavam procurando algo no chão, fui lá perguntar, vi que eles falavam inglês, e perguntei o que eles estavam procurando. A menina disse, “meus óculos de sol, por que, você encontrou?”, aí eu dei uma rizada e falei, que a Chris tinha achado, a menina não acreditava, aí dei a ela os óculos e ficamos a um tempo lá conversando. Eles eram de New York, estavam na Grécia para estudar, mas antes de começarem as aulas foram passar uns dias nas ilhas gregas. Deram várias dicas de Santorini para a gente e ao se despedir a menina agradeceu novamente, pronto, já estava feita a boa ação do dia. Até falei para ela que eu não acreditaria se ela me contasse que perdeu os óculos e outra pessoa encontrou e devolveu, enfim acontece coisa boa as vezes também.

Continuamos a andar e fomos até Paranga beach novamente, dessa vez foi uma caminhada bem tranquila, e depois voltamos a nosso hotel. Para jantar fomos a um restaurante muito bonito com um visual para a praia que estávamos. Jantamos mariscos com mexiliões, em um prato grego chamado Saganaki e um Souvlaki de frutos do mar muito bom, e tomamos um vinho branco. A noite foi legal, mas estávamos cansados e ao chegar ao hotel tivemos a excelente notícia que sairíamos do hotel só após o almoço e ainda poderíamos aproveitar metade do dia em Mykonos.

No último dia, ficamos um pouco na piscina e na praia, foi muito bom e nos preparamos para ir a Santorini, onde estamos indo agora nesse momento que escrevo.

Delfos

Delfos foi uma das cidades que passamos na ida a Atenas, paramos lá por algumas horas, para visitar o museu e o parque arqueológico onde está o oráculo, segundo a tradição, o centro do universo e também tivemos um tempo para almoçar. Aqui começamos a se sentir na Grécia que vemos nos livros ou na national geographic, com aquelas estátuas antigas e ruínas de antes de Cristo. Visitamos as ruínas de uma cidade antiga, que foi encontrada a uns 200 anos atrás, lá havia um estádio, várias estátuas de deuses, escrituras em pedras, utensílios em argila e cobre. A cidade fica em uma montanha enorme, com uma visão para todo o vale, e essa visão é demais, tiramos muitas fotos. A visita foi a baixo de um sol de 30º, e as subidas eram muito inclinadas. Em Delfos experimentamos nosso primeiro prato típico grego, a Mousaka, uma espécie de escondidinho de carne moída com batata doce.

Atenas

Chegamos em Atenas perto das 19 horas, e como nosso hotel tinha piscina, fomos direto para ela. Nosso guia iria nos levar ao centro as 20:30 e nossa primeira impressão da cidade não foi muito legal. Muitos prédios, ruas estreitas e sujeira. Depois quando fomos a parte mais turística essa impressão mudou, lá tudo é muito legal, a visão que se tem da acrópolis é incrível e o bairro de Plaka é muito agradável para se visitar, os restaurantes tem mesas nas calçadas e muita gente vai lá para jantar. Passeamos por lá e acabamos sem querer parando na Acropolis, realmente era muito perto. Paramos para jantar e comemos outro prato tradicional o Souvakli, de porco, frango com bacon e kebab. Souvlaki são espetinho de carne, melhores dos que os espetinhos que estamos acostumados. Pegamos um prato que vinha como acompanhamento um creme feito com iogurte, saladas e um pão parecido com pão sírio.

Nosso segundo dia em Atenas teve um passeio panorâmico com visita a Acropolis, esse passeio em si já foi bem legal, mas o final com a entrada na Acropolis foi o mais legal, e a vista lá do alto era demais. Após fomos aos sites arqueológicos espalhados pela cidade e que tínhamos entradas. Andamos demais, mas visitamos tudo que gostaríamos antes das 16 horas. Após fomos até a praia, que não são tão famosas quanto as praias das ilhas, mas que já deixou a gente bem feliz :). Na ida a praia, pegamos o metro e o tram, o transporte público em Atenas é muito bom, achamos melhor que o de Roma, só não pegamos o ônibus. Depois de um dia cheio, a ida a praia nos reenergizou, voltamos para jantar no centro da cidade e voltamos ao hotel de metro. Uma curiosidade é que a entrada no metro ou no tram não há roletas, cada um tem que validar seu ticket, já vi isso para o onibus e tram na Suécia, mas para o metro nunca tinha visto, bom que nunca forma fila, mas facilita a vida de quem não quer pagar.

Chegamos ao hotel e nos preparamos para a ida as ilhas, as tão esperadas ilhas gregas!

Kalambaka – Meteora

Nossa primeira noite na Grécia foi em Kalambaka, uma cidade que fica ao lado de Meteoras, onde há vários monastérios de monges ortodoxos Gregos. Na ida a Kalambaka passamos por um monastério, um dos poucos que restaram após a segunda guerra, por que os Alemães achavam que o exército grego estava escondido dentro dos monastérios, hoje em dia, em Meteoras sobraram apenas 6 monastérios. Os monges dos monastérios que vivem lá, nunca mais saem de lá vivem a vida toda em função do monastério. A visita ao monastério foi bem legal, a vista lá de cima é espetacular, é muito alto mesmo e as rochas onde os monastérios foram construídos deixam as paisagens incríveis. Nosso guia Nikos, novamente fez mais uma surpresa a todos, e deu uma dose de Ouzo (a bebida dos Deuses – quase igual a cachaça :)) a todos. Após seguimos até ao nosso hotel, em Kalambaka, a cidade era muito mais do que esperávamos. Era muito turística, muitas pessoas nas ruas, muitos restaurantes, ruas bonitas e o hotel muito bom e com piscina, depois de um dia todo a 35º C, era tudo o que a gente queria. A noite foi mais legal ainda, o jantar era incluso na nossa estadia, e foi o melhor jantar que tivemos na Europa, tinha várias coisas deliciosas, vários pratos típicos, até tinham mexilhões com peixe, comemos demais :D. Depois fomos passear pela cidade e procurar um wifi, o hotel não tinha wifi grátis, achamos fácil pertinho do hotel.

Ancona – Igoumenitsa

Ancona (Itália) foi o porto de saída da Itália e Igoumenitsa (Grécia) foi a cidade por onde entramos na Grécia, não conhecemos somente o porto, não havia tempo para visitar as cidades. Nosso guia Nikos, deu um presente a todos, aos homens, um chaveiro e as mulheres um colar, todos com uma pedra vulcânica de Santorini, segundo o guia os gregos têm esse costume de presentear as pessoas e ele falou que a partir daquele momento a gente era na família dele. Bem legal.

Ioannina

Ioannina foi nosso primeiro contato com a cultura grega. Fomos até lá para almoçar numa ilha, pegamos um barquinho e paramos em uma ilha sem carros e com vários restaurantes. Lá experimentamos a sobremesa tradicional grega, baclava, algo bem doce com castanhas, é bom. Depois fomos comer, haviam muitos restaurantes com um aquário na frente com peixes, sapos, lagostins, que são usados nos pratos, quando você pergunta sobre os pratos eles mostram os animais vivos para você. Comemos uma recomendação no nosso guia Nikos, comemos uma salada tradicional grega, com tomates, pepinos, alface e queijo Feta (queijo de cabra) e como prato principal comemos uma truta no prato com batatas e arroz, tudo muito bom e barato – na Grécia os preços são bem mais justos que nos outros lugares que visitamos e o melhor, a comida é mais gostosa.

Loreto

Em Loreto conhecemos a Santa Casa onde há a casa da Virgem Maria, que segundo a tradição foi transportada para lá na idade média, a casa fica no meia da basílica, e podemos até entrar dentro da casa onde sempre há algumas pessoas rezando e há um altar bem bonito com a imagem de nossa senhora.

Almoçamos por lá uma pizza, que foi a melhor que experimentamos na Itália, mas não achamos nenhuma muito boa na verdade. Tentamos encontrar um mercado na região para comprar alguma coisa para comer no dia seguinte, por que estávamos indo a Grécia em um cruzeiro que não havia café da manhã, mas não encontramos nenhum mercado próximo. Saímos de Loreto as 14:00 para o porto de Ancona onde pegaríamos o cruzeiro para Atenas.